{"id":145,"date":"2020-06-30T00:03:29","date_gmt":"2020-06-30T00:03:29","guid":{"rendered":"https:\/\/dancasfolcloricas.com.br\/blog\/?p=145"},"modified":"2021-06-05T16:57:31","modified_gmt":"2021-06-05T16:57:31","slug":"175-anos-da-imigracao-germanica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dancasfolcloricas.com.br\/blog\/2020\/06\/30\/175-anos-da-imigracao-germanica\/","title":{"rendered":"175 anos da Imigra\u00e7\u00e3o Germ\u00e2nica."},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O ano \u00e9 1835. E aqui come\u00e7a a constru\u00e7\u00e3o da trilha hist\u00f3rica que desencadeou a forma\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia germ\u00e2nica em Petr\u00f3polis.&nbsp; Nesse ano, Major J\u00falio Frederico Koeler, ap\u00f3s receber a tarefa de realizar um levantamento topogr\u00e1fico da prov\u00edncia do Rio de Janeiro, no trecho compreendido entre a Vila da Estrela&nbsp; e Para\u00edba do Sul &#8211; tarefa essa relacionada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma nova estrada&nbsp; mais r\u00e1pida e segura &#8211; melhorando o escoamento da produ\u00e7\u00e3o da prov\u00edncia de Minas Gerais, teve o sonho de um dia poder construir uma casa para si em um clima mais ameno , no alto da Serra da Estrela, j\u00e1 que residia no clima quente entre a Vila da Estrela e a Raiz da Serra.<\/p>\n\n\n\n<p>O major J\u00falio Koeler era\ncompanheiro de armas do Brigadeiro Paulo Barbosa da Silva &#8211; Mordomo da Casa\nImperial &#8211; (algo semelhante ao Ministro da Casa Civil). Quando Koeler exp\u00f4s seu\nplano de&nbsp; coloniza\u00e7\u00e3o a Paulo Barbosa,\nconvencendo-o&nbsp; da conveni\u00eancia, Paulo\nBarbosa usou de sua influ\u00eancia para que D.Pedro II adotasse a ideia, que foi\nrefor\u00e7ada pelo sonho que o Imperador tinha de construir ali o seu Pal\u00e1cio da\nConc\u00f3rdia (um dia contamos essa hist\u00f3ria).<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s assinado o Decreto Imperial\nn\u00ba 155 de 16 de mar\u00e7o de 1843, pelo qual \u00e9 arrendada a Koeler a Fazenda do\nC\u00f3rrego Seco, \u00e9 hora de Koeler colocar a m\u00e3o na massa, ou melhor no plano. <\/p>\n\n\n\n<p>Dando um salto nas negocia\u00e7\u00f5es que resultaram na vinda dos imigrantes germ\u00e2nicos, vamos falar deles &#8211; nossos queridos colonos &#8211; ancestrais de muitos dos que nos leem nesse momento. <\/p>\n\n\n\n<p>Os colonos chegaram aqui em 29 de\nJunho de 1845. A Alemanha que conhecemos hoje surgiu em 1871. <\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Ahhh, ent\u00e3o \u00e9 por isso que voc\u00ea\nfala Germ\u00e2nico o texto todo?<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Sim! \ud83d\ude42<\/p>\n\n\n\n<p>Essas fam\u00edlias vinham de desilus\u00f5es e sofrimentos vividos na primeira metade do seculo XIX, em decorr\u00eancia das consequ\u00eancias sociais e econ\u00f4micas da Revolu\u00e7\u00e3o Francesa e da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial. Ou seja, pessoas sofridas em busca de um sonho.<\/p>\n\n\n\n<p>Chegando ao Brasil, passavam por um verdadeiro mart\u00edrio at\u00e9 chegarem ao seu destino, passando fome e frio. Ao chegarem, nem tudo eram flores: ficaram abrigados nos Quart\u00e9is da Prov\u00edncia, todo prometido era minimamente cumprido. Ao receberem seus prazos de terra, quanto antes come\u00e7avam a plantar para garantir a sua sobreviv\u00eancia e usando de t\u00e9cnicas rudimentares, por\u00e9m eficientes, para armazenamento, conseguiam conservar a carne dos poucos animais de corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse pequeno resumo hist\u00f3rico se\nfaz necess\u00e1rio para entendermos as dificuldades desses colonos e o porqu\u00ea\ndevemos homenage\u00e1-los. Afinal, muitas das caracter\u00edsticas de nosso povo e de\nnossa cidade s\u00e3o enraizadas nessas pessoas, que lutaram e sobreviveram\nconstruindo essa linda cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, durante o ano vemos pequenos flashes do passado, seja na gastronomia, seja nos texto de estudiosos do per\u00edodo, seja no artesanato, seja na raiz cervejeira que a cidade volta a construir, seja no trabalho dos grupos Folcl\u00f3ricos e at\u00e9 mesmo na maneira de falar e agir de uma parcela do povo. Por\u00e9m, o auge dessa homenagem \u00e9 o dia 29 de junho, que \u00e9 o balizador de nossa maior festa: a Bauernfest.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 sempre importante lembrar que a Bauernfest \u00e9, sim, uma homenagem aos primeiros imigrantes germ\u00e2nicos. A cerveja, o salsich\u00e3o e o pernil s\u00e3o elementos secund\u00e1rios para alimentar e alegrar a festa. A festa \u00e9 a oportunidade de congregar todos os conhecimentos imaterias que temos da cultura germ\u00e2nica: a forma de continuar a propagar nossa homenagem a esse povo, nossa raiz -mantendo viva as receitas- o modo de realizar os preparos e at\u00e9 mesmo de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Vemos mundialmente o movimento <em>Slowfood<\/em> crescendo. O engra\u00e7ado \u00e9 que algumas fam\u00edlias em Petr\u00f3polis sempre praticaram esse movimento, seja fazendo seu chucrute, ou seja fazendo seu p\u00e3o alem\u00e3o, ou cuca.&nbsp; <\/p>\n\n\n\n<p>E nosso artesanato? Voc\u00ea j\u00e1\nvalorizou nosso artesanato? Sim, valorizar essas pequenas artes \u00e9, sim,\nhomenagear esse colonos, que foram a raiz desse conhecimento. <\/p>\n\n\n\n<p>Sempre lembre-se da Bauernfest.\nEla n\u00e3o \u00e9 a festa da cerveja! Ela \u00e9 a festa de homenagem aos nosso\ncolonizadores. Homenagem constru\u00edda por pesquisadores, associa\u00e7\u00f5es, artes\u00e3os,\ngrupos folcl\u00f3ricos e \u00e0 comunidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano \u00e9 1835. 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